‘Se o PSB se aliar a golpistas, lançaremos candidatura própria’, ameaça PT da Paraíba.

By on 16 de abril de 2018

O presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, nesta segunda-feira (16), respondeu às críticas feitas pelo deputado federal Efraim Filho que afirmou que os petistas paraibanos possuem um pensamento atrasado por não apoiarem a aliança do PSB com o seu partido, o Democratas, para as eleições de outubro próximo.

“É uma deliberação nacional e o PT deixou claro que o nosso debate prioritário é com os partidos do campo democrático popular, não com apoiadores do golpe e, piores ainda, como Efraim que ainda mantém a sustentação do presidente Michel Temer (MDB), um governo que tira o direito dos trabalhadores”, disse.

Em contato com o portal Paraiba.com.br, Jackson declarou que, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), existem dois lados claros na política e os filiados dos Democratas ficaram no grupo contrário ao dos petistas. Para o presidente seria uma contradição se os petistas na Paraíba compusessem chapa com os “consignatários do golpe”.

“Se ele viu isso em outros estados, ele que mude de domicílio para lá, transfira o título dele. Os partidos precisam assumir caráter nacional. Não sei como ele pode tratar Ricardo Coutinho (PSB) como adversário nacionalmente e ser aliado estadual. Eles têm o direito de construir as alianças que queiram, mas com o PT não porque estamos em lados opostos”, arrematou.

Perguntado sobre a possibilidade dos socialistas fazerem questão de manter pacto com o DEM, Macedo lembrou das eleições municipais de 2016: “quando esse debate apareceu e o PSB se coligou com partidos golpistas, a gente lançou candidatura própria. Não temos problema com isso, não é esforço nenhum. Ter candidato, disputar é uma honra”.

Apesar da discordância, o presidente reafirmou seu apoio ao ex-secretário João Azevêdo: “mas a chapa que está sendo montada é extremamente divergente do nosso pensamento, com partidos que não só apoiaram o golpe como mantém um governo golpista. Estou agora em uma reunião construindo agendas de mobilizações para que as pessoas ocupem as ruas e peçam pedindo a queda de Temer e eu não posso apoiar esse governo”.

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